Sempre soube que nasci para magoar as pessoas. Sempre. As primeiras palavras que sairam da minha boca causaram desconforto em meus pais. Quando criança, sempre acaba gerando alguma discórdia ou briga por causa das minhas atitudes. Na escola, o tempinho em que juntamente com a adolescência, o instinto natural de provocar a mágoa e o desenvolvimento de um temperamento sarcástico e mau-humorado levaram-me a ser taxado de maluco, psicopata, frio.
Durante a graduação onde realmente meu temperamento chegou ao ápice, não foram poucos os corações partidos, os egos arrebentados, os nervos estilhaçados das pessoas que comigo conviveram. Embora todas estas situações sejam maléficas, tratando-se de sociabilidade, as minhas atitudes permitiram que conseguisse alcançar um seleto grupo de amigos, que me aceitam como eu sou, e posso dizer de boca bem cheia: são amigos de verdade.
Porém, este molde de temperamento me custou muitos relacionamentos. Não é fácil encontrar uma pessoa que esteja disposta a te aturar as constantes flutuações de humor, a alternância de pensamentos. Não é fácil. Acostumei-me a estar sozinho, mesmo. Hoje quando uma pessoa entra na minha vida, inicia-se um processo de auto-defesa ao qual desencadeia uma série de reações e sentimentos que me trazem muito desconforto.
Atualmente eu estou em um relacionamento, um belo relacionamento, com uma adorável garota que mais do que tudo sabe como lidar comigo. Doce e meiga. Fecha os olhos para meus desencantos, ignora minhas palavras rudes, e sabe exatamente o momento e que ela deve sair de cena e me deixar sozinho. Temos os mesmos interesses, a mesma turma de amigos, gostamos de estar na presença um do outro. Ambos temos um grande carinho um pelo outro.
Mesmo assim eu não estou desfrutando de plena felicidade. Espere um pouco, não é que eu não goste da moça, pelo contrário, gosto muito, mas o problema realmente é eu. Como eu disse, não sou uma pessoa amável. E muito pior que isso, não deixo as pessoas me amarem. Cada milímetro de proximidade alcançada gera uma enorme entropia na minha mente. Resultado, uma reação exotérmica. Eu me afasto, e minha vontade é sair da situação gerada, a qualquer custo.
Me sinto triste com isso, quem consegue burlar este tipo de sentimento é meu herói, sério. Não quero desistir, e todo dia é uma grande luta comigo mesmo. Sei que se eu não conseguir ultrapassar esta barreira, jamais me fixarei em um relacionamento, e isso realmente é muito triste. Resta-me rezar por paciência de quem está do meu lado. Sou egoísta, muito egoísta, penso apenas em mim mesmo, acredito que tenha um espaço reservado lá no inferno para mim.
Bem não sei o que acontece, só sei que este cão aqui continua a sua epopéia... até quando eu não sei, só sei que é difícil.
Me sinto triste com isso, quem consegue burlar este tipo de sentimento é meu herói, sério. Não quero desistir, e todo dia é uma grande luta comigo mesmo. Sei que se eu não conseguir ultrapassar esta barreira, jamais me fixarei em um relacionamento, e isso realmente é muito triste. Resta-me rezar por paciência de quem está do meu lado. Sou egoísta, muito egoísta, penso apenas em mim mesmo, acredito que tenha um espaço reservado lá no inferno para mim.
Bem não sei o que acontece, só sei que este cão aqui continua a sua epopéia... até quando eu não sei, só sei que é difícil.
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