domingo, 12 de dezembro de 2010

Sobre dúvidas, areias, e águas

O que se faz quando o sono demora a vir, quando a dor de cabeça é mais forte que a batida do seu coração?
O que se faz quando muitos pensamentos aos quais vc deseja não ter, invadem sua mente sem permissão?
O que se faz quando se pode sentir que está em uma daquelas encruzilhadas da vida, que podem mudá-la totalmente?
Em uma situação que voltar não adianta pois o caminho já foi pisado, e as marcas das pegadas não deixam nada ser como antes?
O conceito de uma estrada de vidro se aplica a situação que vivo, o caminho que percorri quebrou, trincou, estilhaçou.
Mesmo que a resposta seja voltar, a estrada esta quebra.
Só resta optar por um novo caminho, mesmo assim, por onde andei, as marcas ficaram, e não somente na minha estrada, mas na estrada de quem andou comigo.
Não penso em escolha errada, bem capaz, mas sinto em ter feito a escolha, pois tudo mudou, tudo.
Quando pensei que estava deixando as velhas questões para trás, eles retornam com força total, realçando-se e atrapalhando qualquer coisa que eu queira desenvolver.
Como é dura esta enchente de dúvidas, de onde ela veio? Que temporal a trouxe?
Quando pensei que estava em uma praia de certeza e confiança, sinto-me inundado por tudo aquilo que queria ter deixado para trás.
Poucas são as noites que não tenho sono, poucos são os motivos que me tiram o sono.
Dúvidas e injustiça me incomodam profundamente, detesto estar incomodado, detesto mesmo.
Um simples grão de areia já é suficiente para que eu desenvolva notavel ira por praias. Um grão de areia me incomoda muito, um grão apenas, de alguns microns.
O problema é que um grão de areia é muito difícil de encontrar, e as vezes precisamos de muita água para removê-lo. E quase sempre a água é salgada, 0,9% para ser mais preciso.
Não quero a água de ninguem, não quero a minha, mas parece que quanto mais tempo passa, mais o grão fica dificil de remover.

Dúvidas, malditas dúvidas...

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