quinta-feira, 18 de março de 2010

Uma janela

Manhã em que acordei cedo com meu braço nas janelas que estavam escancaradas, Sam não perdeu a oportunidade.

Seis da manhã. Após uma agitada e conturbada noite pelas ruas da Cidade Baixa, acordo-me com metade de meu corpo sobre a cama, a outra metade estava dividida entre o espaço entre a cama e a parede e a própria parede. De perfil certamente parecia um L invertido, e os braços como citei acima estavam na janela escancarada, segurando Sam.

Mesmo assim, nesta deplorável posição, e metabolizando ainda toda a bebida ingerida, acordei-me com um sentimento estranho. Ao ver aquele céu de amanhecer, antes do sol sair [fique registrado que não sou muito fã do sol] uma sensação de otimismo e esperança tomou conta de mim.

Realmente naquele momento pareceu-me que tudo não é complicado, que vale a pena seguir em frente, que a vida é boa e eu era realmente feliz com o que eu tinha, e todas estas outras baboseiras as quais assistimos em campanhas publicitárias de bancos e revendedoras de carros.

Ao sentir isso, um flasch de todos os meus bons momentos passaram na minha mente, o tipo de vida que estava levando e o futuro que este estilo me levará....

... aturdido tirei minha roupa e pus-me a dormir novamente. Detesto pensar pela manhã.



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