quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ali, logo ali atrás

Como parte de meu período tortuoso de fevereiro, onde as depressões acumuladas e não sentidas durante o ano vem com toda a força  e se instalam até inicio de março, encontro-me em um período de melancolia.

Melancolia sim, boa e velha melancolia. Fico dias a pensar nos bons momentos que passaram, e sempre flashes dos momentos ruins. Lembrei-me outro dia dos tempos de adolescência, conturbados dias, mas divertidos. Lembrei-me dos dias de aulas noturnas no meu ensino médio. Do cheiro das tardes de agosto. Dos domingos tediosos, dos momentos de chuva quando minha imaginação voava muito.

Lembrei-me também de um momento bem peculiar, o início da minha graduação. Nossa, posso sentir o vento quente me acolhendo no campus de uma noite quente de março. Como eu estava feliz, nossa, era um desejo de muitos anos, um planejamento e de repente lá estava eu e mais 49 loucos, felizes. 

Lembrei-me das primeiras amizades, das primeiras festas, das chuvas torrenciais e a dificuldade para chegar a Van que me transportava. 15 minutos de muitas gargalhadas, sendo o único homem entre 14 gurias, nossa, dá para saber muita coisa da insólita mente feminina.

Lembro-me dos professores, o primeiro contato, a peça pregada por um deles. Lembro-me do cheiro dos meus cadernos, dos laboratórios, até mesmo do frio do banco de concreto que ficava na frente do nosso prédio e que era muito disputado nos intervalos.

Lembro-me da biblioteca, a qual eu ficava por duas horas sentado no chão entre os livros apenas pesquisando os assuntos. lembro-me da emoção nas primeiras experiências, da brancura dos jalecos. Lembro-me de minha mãe esperando-me toda noite para que lhe contasse o dia de aula. Servia-me um lanche.

Aquele tempo foi ótimo, tanta incerteza, tanta pressa, tanta despreocupada preocupação. O tempo passa, voando...

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